Exames em obstetrícia

Exames em obstetrícia

Os exames obstétricos têm papel fundamental para acompanhar a evolução da gestação, avaliar o desenvolvimento do bebê e identificar precocemente situações que pedem seguimento mais cuidadoso. Realizamos:

  • Ultrassonografia obstétrica endovaginal do 1º trimestre (até 10 semanas e 6 dias): datação da gestação, viabilidade embrionária e, em gestações múltiplas, avaliação do número de embriões e corionicidade.
  • Ultrassom morfológico do 1º trimestre (11 a 13 semanas e 6 dias): avaliação detalhada da anatomia fetal, rastreio de aneuploidias e cardiopatias, além de rastreamento para pré-eclâmpsia e restrição de crescimento.
  • Ultrassom morfológico do 2º trimestre (20 a 23 semanas e 6 dias): avaliação rigorosa da anatomia, crescimento fetal, medida do colo uterino por via endovaginal (rastreamento de trabalho de parto prematuro) e avaliação de risco para pré-eclâmpsia e restrição de crescimento por meio do Doppler das artérias uterinas.
  • Ecocardiografia fetal (a partir de 24 semanas): avaliação detalhada da anatomia e do funcionamento cardíaco fetal, com rastreio e diagnóstico de cardiopatias congênitas (exame realizado pelo Dr. Fábio).
  • Ultrassonografia obstétrica: reavalia órgãos já estudados no morfológico, acompanha crescimento fetal e inclui Dopplerfluxometria materno-fetal (circulação uterina, fetal e placentária).
  • Perfil biofísico fetal e cardiotocografia: avaliação da vitalidade fetal.


Também realizamos
amniocentese em situações indicadas, para pesquisa de infecções fetais (como toxoplasmose e citomegalovírus), DNA fetal para diagnóstico de alterações cromossômicas, Rh fetal e teste de paternidade.

Guia completo dos exames obstétricos: entenda cada etapa

Acompanhar a gestação com os exames adequados em cada trimestre é a melhor forma de garantir tranquilidade para a mãe e o bebê. A seguir, explicamos em detalhes cada exame realizado no Instituto Ruiz de Moraes e a sua importância dentro do calendário obstétrico.


Ultrassonografia obstétrica endovaginal do 1º trimestre

Este é, muitas vezes, o primeiro exame de imagem da gestação. Realizado por via vaginal para melhor visualização nas fases iniciais, ele é indicado até 10 semanas e 6 dias e tem como objetivos principais:

  • Confirmar a gestação tópica (dentro do útero), descartando gravidez ectópica;
  • Datar a idade gestacional com precisão, parâmetro que orientará todos os exames futuros;
  • Verificar a viabilidade, confirmando a presença de batimentos cardíacos embrionários;
  • Identificar gestações múltiplas e definir a corionicidade (número de placentas), informação essencial para o planejamento do pré-natal.

Por que é importante? A datação correta evita condutas inadequadas e reduz intervenções desnecessárias, especialmente perto do parto.


Ultrassom morfológico do 1º trimestre

Realizado entre 11 e 13 semanas e 6 dias, este é um dos exames mais completos da gestação inicial. Além de reavaliar a datação, ele oferece uma janela única para:

  • Avaliação detalhada da anatomia fetal precoce, já permitindo visualizar estruturas como crânio, coluna, membros e órgãos internos;
  • Rastreamento de aneuploidias, com destaque para a medida da translucência nucal (TN), osso nasal e Doppler do ducto venoso — marcadores importantes para síndrome de Down, Edwards e Patau;
  • Rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento, por meio do Doppler das artérias uterinas, permitindo identificar gestantes com maior risco ainda no 1º trimestre e iniciar prevenção com AAS e cálcio.

Diferencial no Instituto: todos esses marcadores são avaliados de forma integrada, com laudo minucioso e orientação imediata sobre os próximos passos.


Ultrassom morfológico do 2º trimestre

Considerado o exame mais aguardado pelos pais, o morfológico do 2º trimestre é feito entre 20 e 23 semanas e 6 dias. Nesta fase, a anatomia fetal já está bem definida e permite avaliação rigorosa de:

  • Estruturas cranianas e cerebrais, face, coluna vertebral;
  • Coração e grandes vasos, rastreando cardiopatias congênitas;
  • Tórax, abdome, rins e bexiga;
  • Membros superiores e inferiores, incluindo mãos e pés;
  • Placenta, cordão umbilical e líquido amniótico.

Além da anatomia, o exame inclui a medida do colo uterino por via endovaginal — um preditor importante de parto prematuro — e o Doppler das artérias uterinas para reavaliação do risco de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal.

Por que fazer aqui? O olhar experiente do examinador e a qualidade do equipamento fazem diferença na detecção de alterações sutis que podem passar despercebidas em exames de rotina.


Ecocardiografia fetal

A ecocardiografia fetal é um exame especializado e minucioso, dedicado exclusivamente ao coração do bebê. Indicado a partir de 24 semanas, ele vai muito além da avaliação cardíaca realizada no morfológico.

Durante o exame, são analisados:

  • Anatomia das quatro câmaras cardíacas, valvas e septos;
  • Via de saída dos grandes vasos (aorta e artéria pulmonar);
  • Fluxo sanguíneo intracardíaco com Doppler colorido;
  • Ritmo e função cardíaca fetal.

Quando está indicado? Histórico familiar de cardiopatia, diabetes materno, uso de medicamentos teratogênicos, aumento da translucência nucal, suspeita de alteração no morfológico ou gestações por fertilização in vitro.

No Instituto Ruiz de Moraes, o exame é realizado pelo Dr. Fábio, especialista em medicina fetal com larga experiência no diagnóstico de cardiopatias congênitas.


Ultrassonografia obstétrica com Dopplerfluxometria

As ultrassonografias obstétricas de acompanhamento são realizadas ao longo de todo o pré-natal, com foco em:

  • Crescimento fetal seriado, essencial para detectar desvios como restrição ou macrossomia;
  • Reavaliação de estruturas e órgãos já examinados;
  • Dopplerfluxometria materno-fetal, que avalia o fluxo sanguíneo nas artérias uterinas, umbilicais e cerebrais do feto.

A Dopplerfluxometria é especialmente importante em gestações de alto risco, pois permite identificar sofrimento fetal antes que ele se manifeste clinicamente, orientando o momento ideal para a interrupção da gestação quando necessário.


Perfil biofísico fetal e cardiotocografia

São exames que avaliam a vitalidade fetal, geralmente indicados no terceiro trimestre ou quando há risco de comprometimento do bem-estar do bebê.

  • Perfil biofísico fetal (PBF): combina a avaliação ultrassonográfica de parâmetros como tônus fetal, movimentos corporais e respiratórios e volume de líquido amniótico. Cada parâmetro recebe uma pontuação, e o resultado indica o grau de bem-estar fetal.
  • Cardiotocografia (CTG): monitora os batimentos cardíacos fetais e as contrações uterinas de forma contínua por 20 a 30 minutos. Permite avaliar a reatividade cardíaca e detectar sinais precoces de sofrimento.

Ambos os exames são não invasivos, indolores e seguros para mãe e bebê.


Amniocentese: quando é necessária?

A amniocentese é um procedimento diagnóstico realizado por punção guiada por ultrassom para coleta de líquido amniótico. Indicada em situações específicas, permite:

  • Pesquisa de infecções fetais, como toxoplasmose, citomegalovírus e sífilis;
  • Diagnóstico de alterações cromossômicas por meio do DNA fetal (cariótipo ou microarray);
  • Determinação do Rh fetal, importante em mães Rh negativo sensibilizadas;
  • Teste de paternidade ainda durante a gestação.

O procedimento é realizado com técnica rigorosa e monitorização contínua, minimizando riscos e garantindo segurança à paciente.


Por que realizar seus exames obstétricos no Instituto Ruiz de Moraes?

Todos os exames são realizados com equipamentos de última geração e interpretados por especialistas em medicina fetal que acompanham de perto cada caso. Mais do que laudos, entregamos orientação, acolhimento e decisões compartilhadas — porque cada gestação é única e merece cuidado à altura.